Pedestre Primeiro e a campanha em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo está desenvolvendo uma campanha em favor do pedestre. Nosso grupo apareceu hoje, numa matéria  sobre o assunto divulgada na  Folha de São Paulo – confira o texto aqui.

Temos algumas críticas à campanha, que é certamente necessária, mas deveria ser levada mais a sério pela Prefeitura.

“Fundadora do movimento Pedestre Primeiro, a psicóloga Cássia Fellet avalia haver ‘amadorismo’ — da falta de manutenção de botoeiras à instalação de alertas tímidos, às vezes atrás de postes.”

Como prova de que a cidade realmente precisa de uma mudança no comportamento de todos, outra matéria foi publicada mais tarde no site do Estado de São Paulo: 20 pedestres são atropelados no 1º dia de fiscalização em São Paulo.

Continuamos trabalhando para que a segurança do pedestre venha sempre primeiro.

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Copie aqui nosso logo, imprima-o e cole na traseira de seu veículo.  Assim, os motoristas que estiverem atrás não baterão no seu carro quando você parar para dar prioridade a um pedestre.

Bicicletas aos estudantes

Agora que eh projeto do governo federal distribuir bicicletas a estudantes nao podemos deixar de clamar que ele tambem se envolva na questao da seguranca do transito.

A presidente Dilma poderia subir na sua popularidade se colocar isso na pauta e seria desejavel que no lugar de que apenas se incentivasse a compra de carros ,e agora a de bicicletas, olhassemos para o que falta nesse pais em relacao a seguranca nos deslocamentos de todos os agentes envolvidos, de pedestres, passando a ciclistas, motociclistas e motoristas.

Alguns podem ter airbags, mas sabemos que na maioria dos acidentes eles nem serao acionados.

O espaco publico esta loteado,  o que  significa que tem um custo e donos.

Nele os carros so nao circulam e o ocupam mais pela existencia de leis implacaveis, as da fisica.

Em franco privilegio aos carros, nossas cidades nao tem cilcovias, nao respeitam o pedestre,nao ha programas que se possam dizer de impacto, em educacao de transito em escolas ou em qualquer lugar, a formacao de condutores eh deficiente nisso tambem, nao ha fiscalizacao, os que gerenciam o transito na nossa cidade, por exemplo, sao timidos, para dizer o minimo,em relacao as iniciativas necessarias, na nossa historia ate se alterou o codigo nacional de transito para vender motos.

Vemos esses e tantos outros absurdos por ai , que agora, quando ouvimos que serao distribuidas bicicletas a criancas para que vao a escola isso nos parece natural.

Mas perguntemos ,pra que?

Qual o numero de mortes se quer atingir com isso?

Aquelas que nem somos capacitados a computar, ja que nem BOs de registros de acidentes sabemos fazer direito?
Hipocrisia a parte, que outras maneiras vamos tolerar para que se matem os  mais pobres?

Cassia Naves Fellet

Pedestre Primeiro em Buenos Aires

Visitamos a cidade de Buenos Aires e observamos, que embora nossos vizinhos argentinos tenham uma cidade muito linda e bem mais organizada do ponto de vista dos tempos de farois para carros e pedestres, com um transito muito menos pesado que o nosso, onde o transporte publico funciona, com onibus confortaveis e frequentes, em que mesmo em esquinas muito largas, como as da Avenida Alen, os farois nao ultrapassam dois minutos para abertura, ha, no entanto, em locais onde nao existem farois de pedestres, mas somente as faixas , a necessidade de que tivessem uma campanha como a nossa.

Ha muito  o que fazer para que a questao do transito e as mortes que provoca nos nossos paises, nao sejam temas de que tenhamos que nos lamentar tao profundamente.

Que o espaco publico esteja loteado e que hoje os carros o ocupem com total privilegio, nao e nehuma novidade.

Sao interesses economicos hegemonicos os que suportam tal estado de coisas.

Quanto custa um metro quadrado de pedestres em relacao ao espaco ocupado pela maquina?

Maquina cuja venda sustenta tanto na economia que escolhemos.

Alguem ja calculou?

Na logica ilogica desse sistema a cidade ideal e aquela em que os pedestres desapareceram e os  carros andam soltos, apenas dando passagem para outros ou nem isso, como nos antigos desenhos animados dos Jetsons, em que cada carro ja voa e anda na sua propria frequencia, sem interrupcao.

Se isso ainda nao foi possivel, valeria ainda perguntar: o que ganhamos por ter permitido essa perversao na ocupacao do espaco publico?

Quanto pagamos pela crescente e impossivel tentativa de expulsar qualquer pedestre desse espaco?

E sera mesmo que tudo que vale a pena nesse terreno seja o que esta incluido nos calculos do Mercado e  se possa contabilizar em numeros e moedas?

Estamos apenas tateando essas questoes e como tantos outros, felizmente, nos encontramos dispostos a trocar experiencias para caminhar nesses temas.

Temos aprendido por aqui, mas tambem  deixado com nossos vizinhos a nossa inspiracao, e as noticias da nossa iniciativa e campanha.

Que avancemos!

Entregar os anéis para não dar a mão

As medidas que a CET implanta agora na cidade,  no sentido da priorização do pedestre, chegam tarde, ainda que sejam bem vindas.

Explico. Talvez no passado, quando o sistema de priorização do fluxo de carros ainda não estivesse estabelecido na cidade, fizesse sentido trabalhar para  conseguir que os motoristas respeitassem e dessem prioridade aos pedestres quando de suas travessias em faixas  sem farol ou  ainda para que concluíssem travessias quando o sinal ficasse aberto para os carros.

Mas hoje a situação está muito mais complicada. Temos uma frota imensa e os conflitos entre carros e pedestres e motos e ônibus em corredores  cresceu exponencialmente.

Para começar são os próprios processos de gerenciamento do transito que deveriam ser revistos caso a caso, como o  tempo para travessias, o  lapso de abertura de faróis, o desenho de travessias e etc..

Somente uma ação que integre mudanças nesse sentido e que envolvam uma estratégia integrada e ampla poderia trazer as consequências que esperamos: redução dos atropelamentos e mortes no transito.

A historia da implantação de um programa para  fazer cumprir o que está no Código Nacional de Transito em relação a priorização do pedestre no trânsito em Brasilia, mostra que numa fase de implantação semelhante a essa,  aumenta o numero de colisões traseiras.

A própria CET, em pesquisa realizada e divulgada  na semana passada menciona que parte significativa dos motoristas alegava não parar em faixas temendo  uma colisão traseira.

Ora o que tem sido feito para evitar isso?

Numa outra ponta, a fim de  fazer o pedestre voltar a confiar e ter prazer em seus deslocamentos pela cidade não basta uma ação tímida como essa que agora a municipalidade ensaia.

 E mesmo a redução de velocidade que tem sido feita pela cidade e  é recomendada , não basta, uma vez que não se toca nessa questão da temporização.

Cada cruzamento deveria ser analisado, pois em alguns uma faixa sem farol não é mais o que convém à cidade.

Por essa razão colocamos a disposição do leitor e de qualquer cidadão o logotipo Pedestre Primeiro a ser obtido pelo blog, www pedestreprimeiro.wordpress .com ou na pagina de mesmo nome do Face Book.

Sugerimos que esse logotipo seja afixado no vidro traseiro de carros para prevenir colisões. Se a CET acompanha esse blog, o que faria sentido num país em que a democracia e a pluralidade ainda tenham espaço nas questões da administração da coisa pública, aqui vai a nossa contribuição.

E não seria mal que pudéssemos  todos ostentar aos motoristas esse mesmo logotipo para nos identificarmos como um movimento de pedestres.

Sabemos que dentro de nossas máquinas maravilhosas nos transformamos e assim precisamos lembrar que fomos feitos para andar e que continuamos a precisar disso.

Cássia Naves Fellet

psicóloga

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Imagens da Av. Consolação

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O pedestre e o bullying

O pedestre  sofre bullying

Desde 2010 o tema da justiça em relação ao que ocorre com o pedestre na cidade de São Paulo tem sido encaminhado por nós, por isso fizemos uma reunião com a CET, criamos um blog e como não vieram respostas às ações solicitadas, apresentamos meses depois  uma representação ao Ministério Público denunciando abusos e pedindo o redesenho de travessias de pedestres na Consolação, bem como a reforma e padronização do canteiro central na via.

 Reconhecemos, no entanto, que são iniciativas pontuais, insuficientes, mas que acreditamos, poderão dar oportunidade para que se veja a situação do pedestre na cidade de uma maneira mais fiel, dificultando que a  pecha de imprudência em relação a atropelamentos seja tão levianamente levantada.

É oportuno, no entanto, observar semelhanças em relação ao bullying das escolas  e à situação do pedestre, uma vez que se configuram em ambos os espaços, no da escola e no da rua, os sinais de abuso e da injustiça que ainda vigoram na nossa sociedade.

Como agimos quando presenciamos ou tomamos conhecimento de alguma agressão a alguém, seja ela física ou verbal?

Não queremos que ninguém se lance em direção ao perigo, tampouco queremos nos transformar em mártires, mas, infelizmente, é isso que está acontecendo com muitos pedestres, que mortos, não voltarão para fazer justiça.

  Mas se o tema da justiça é o que funda a possibilidade humana, sabemos que  quando não legislamos em seu nome, cedo ou tarde seremos punidos de alguma forma.

 Poderemos transformar o que hoje é um fenômeno recorrente nas cidades e escolas do Brasil e de muitos lugares do mundo?

Embora muitas vezes vejamos o que está acontecendo de errado ao nosso redor, algo em nós ainda pode fazer com que permaneçamos calados e estáticos, como se nada disso nos dissesse respeito. Com isso entramos numa espécie de pacto de negação. Isso ocorre nas escolas e também  nas ruas, não?

Ser cumplice é bem diferente de ser uma testemunha, pois o cumplice é aquele que com suas ações, ou com a sua complacência e silencio reforça a injustiça, apoiando a atitude do agressor.

 Uma testemunha já é quem pode dar a própria face, ou seja ser a presença que pode reconhecer uma injustiça cometida, dando ao sofrimento do agredido a sua dimensão humana, portanto que um  dano é passível de reparação.

De que lado estamos , como motoristas, em relação ao abuso que presenciamos  sofrerem os pedestres na cidade a cada momento, em esquinas mal sinalizadas, na falta de faixas, na abertura de faróis de pedestres que não se dá, na insuficiência de tempo para travessias e em tantas outras ocasiões?

Acaso somos ainda capazes de avaliar esforços de caminhada e limites de tolerância para esperas quando a fonte de energia não seja etanol, gasolina ou diesel?

Sabemos que quando sozinhos e em minorias podemos nos tornar alvos fáceis para pessoas que, por algum motivo, sentem-se no direito de humilhar quem consideram ser vulnerável.

Se como pedestres somos maioria, permanecemos ainda a mais vulnerável.

E ao que se saiba , a indústria automobilística nunca poderia nos vender um carro com uma mensagem, subliminar ou não, de que com ele humilharíamos nossos parceiros no transito.

 Então porque motoristas agredimos pedestres?  Teremos sido agredidos e assim de alguma maneira repetimos o que sofremos passivamente? Ou é maldade pura?  Ou é apenas porque, inconscientes, queremos apenas nos identificar com os mais fortes?

 Não podemos nos conformar com essa situação , mas ainda não há, diferentemente do que vem ocorrendo com o tema do bullying nas escolas, um consenso sobre o bullying no transito e com isso ainda não se fala de maneira abrangente do que precisaria ser feito para impedir que as  mortes e agressões se repitam.

Reduzir velocidades , desenhar faixas de pedestres e multar pontualmente quem não as respeite é um começo, mas está longe de ser a solução para todos os problemas. O transito, para nosso horror é  mais do que um bicho de sete cabeças, que nos paralisa, é o monstro do lago Lockness, que como a Freud, nos visita em pesadelos, estendido na praia para dizer do que não suportamos saber em nós.

 O princípio de uma mudança pode se configurar quando compreendermos que é no desrespeito à lei , tão longamente tolerado na cidade e na supressão de artigos dela, como ocorreu em relação ao artigo do Código Nacional de Transito pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que permite que as motos andem entre faixas, que a violência física moral ee mortal se baseia no transito.

O pedestre hoje não tem voz na cidade e há um pacto de silencio em relação ao abuso que sofre.

 Assim como ele, os que passam por problemas de bullying nas escolas podem precisar de ajuda para falar sobre o que lhes ocorre, pois quem sofre bullying dificilmente compartilha sua dor com alguém, talvez por medo ou vergonha.

 Em um mundo no qual a democracia, a liberdade e a igualdade são valores máximos precisamos de um movimento generalizado para que se busquem soluções conjuntamente para todos os tipos de bullying. Acreditamos que só é possível viver em sociedade respeitando-nos uns aos outros e que a busca pela concretização desse ideal é o que move a sociedade e nos mantém vivos.

Cássia Fellet

com o agradecimento aos Circulos de Leitura pela colaboração

Sobre a segurança de pedestres

Desde 2010 levantamos a bandeira do pedestre na cidade e nosso alvo inicial é a Rua da Consolação.

Através de um procedimento que está na Promotoria de Justiça da Habitação e Urbanismo pedimos o redesenho de algumas travessias de pedestres na Rua da Consolação e a reforma e padronização do canteiro central.

Poderíamos ter escolhido qualquer das ruas de má sina em que tantos já faleceram, escolhemos a Rua da Consolação porque nela percebemos e sentimos primeiro, como pedestres, seus absurdos flagrantes.

O gerenciamento do transito no país parece esquecer que cabe a ele tomar iniciativas para  zerar o numero de mortes.  Em países sérios a meta não poderia ser outra.

A imprensa divulgou recentemente que são conhecidos os locais em que mais acontecem acidentes em estradas: O que tem sido feito pelas autoridades de transito para alertar os motoristas que vão passar por esses trechos e para resolver com urgência o problema antes que mais percam a vida?

Se o problema ocorre nas estradas não menos grave é a sua incidência nas cidades.

Não nos iludamos que com a simples redução da velocidade se chegará à solução do problema do alto numero de pedestres atropelados na cidade.

Muitas medidas poderiam já ter sido tomadas e não se vê que haja uma intenção de efetiva mudança de rumo nas politicas que hoje regulam a circulação na cidade. De 70 para 60 km por hora, de 60 para 50 km por hora, reduções de 18% nas ocorrências, não podemos nos contentar com tão pouco!

Quem observar com isenção perceberá que o pedestre é a peça mais vulnerável no caótico quadro do transito e ele está só. Vulnerável e só. Nem lei, nem ninguém para lhe socorrer.

Podemos perceber como ele tem sido penalizado com percursos alongados para fazer travessias, apenas para que se privilegie o fluxo de carros.Como, inaceitavelmente, está submetidos a tempos intoleráveis de espera, quase 3 minutos ou mais em horários de pico para a travessia de ruas. E ainda quando o farol abre, como ele pode não ter tempo suficiente para atravessar a rua, tendo que correr ou ficar parado no canteiro central, com a sensação de insegurança, que quem passou, sabe avaliar.

Por isso tanta gente sai de carro quando podia ir a pé.

Isso sem falar das baias, quando a falta de projeto lhe impõe a humilhação de ter que andar como gado, ou da falta de caminhos apropriados, gerando parcial e total confinamento.

Qualquer um que ainda possa usar as pernas para o deslocamento cedo ou tarde vai sentir  isso na própria pele, pois pelo ritmo das coisas, logo ninguém vai mesmo de carro pra lugar nenhum.

Os absurdos são tantos que valeria começar mencionando os nomes dos santos: A CET, que  afora o que já se disse da falta de fiscalização, do privilegio ao fluxo de carros, da não manutenção adequada de botoneiras, inexistência de faixas, enfim um mundo de faltas, ainda instala equipamentos de controle de faróis em frente a faixas de pedestres. O problema  denunciado,  nove meses não foram suficientes para resolvê-lo, como ocorre na Rua Dona Antonia de Queiroz esquina com a Rua da Consolação, para quem quiser ver.

E agora vem anunciando que vão desenhar mais faixas de pedestres na cidade. Pra que se ela é a primeira a não respeitar o equipamento?

Se o número de atropelamentos na cidade de São Paulo tem ocupado o noticiário nos últimos dias, solicitando a adoção de medidas urgentes para acabar com a carnificina, uma politica de priorização do pedestre no trânsito está longe de ser apreciada.

O pedestre se sente injustiçado no trânsito, daí que simplesmente chamá-lo de imprudente não explique bem porque tantos morrem.

A questão é o que fazer para que o pedestre não mais se sinta injustiçado no transito e assim não seja colocado na posição de quem tenha que fazer justiça com os próprios e insuficientes recursos, no caso o corpo.

Sabemos e logo esquecemos que quando entramos nos carros nos transformamos. De gentis e responsáveis as nossas máquinas maravilhosas e potentes nos transformam em monstros com quem não gostaríamos de conviver.

Por que os motoristas não são incentivados a olhar para os pedestres nas ruas?

Por que ignoram que os faróis não abrem de propósito para quem espera nas calçadas e avançam sobre os pedestres como se fossem os únicos jogadores que contam na partida?

Mas o pedestre, ainda que desrespeitado e ignorado, vai continuar existindo, porque a vida pede que caminhemos até qualquer lugar onde exista o que necessitamos ou apenas para ver a paisagem por outro ângulo.

Não podemos admitir que o trânsito e a maneira como ele é gerido hoje na cidade favoreçam no pedestre o sentimento da necessidade de fazer justiça.

E é isso que está ocorrendo na cidade e de maneira especial na Rua da Consolação.

Foram 36 atropelamentos no ano de 2010 e até o mês de março 4 ocorrências , sendo que numa delas 3 pessoas foram colhidas por um carro no canteiro central a espera de ônibus.

Nas estatísticas frias o que se privilegia são as mortes no trânsito, mas pessoas morrem também quando socorridas não resistem aos ferimentos, mesmo em hospitais. E esses números não contam?

Há uma suspeita inclusive de que acidentados estejam sendo levados pelo resgate mesmo já tendo falecido, para não atrapalhar o transito. Se isso tiver alguma verdade estamos perdendo a chance de analisar as causas de acidentes fatais e com isso a possiblidade de mudar um estado de coisas, além de reforçar a nossa passividade em relação ao problema.

Se não temos estômago para checar os sinais vitais de acidentados, nem competência técnica para fazer algo por eles numa emergência,temos que acreditar que o melhor está sendo feito.

E o melhor é sempre a prevenção.

Ontem foi a Camila Gallane,  infelizmente colhida na sua juventude por um ônibus na saída do curso de jornalismo do Mackenzie há duas quadras da porta da escola.

Através dela, a nossa homenagem a tantos outros que foram vitimas do descaso a que o pedestre é submetido na cidade.

Fica a esperança que alguém escute e que se humanize o transito para que não sejamos mais um número na estatística mal ajambrada dos atropelados no transito.

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